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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

TRABALHO ESTRANHADO E A PROPRIEDADE PRIVADA


   O presente texto tem por finalidade nos mostrar o que é, e o valor do trabalho estranhado, ou seja, aquele trabalho que não é intrínseco ao ser humano, que lhe é alheio, externo. Trabalho estranhado é algo que é estranho, não pertence à essência do indivíduo, seja material ou espiritual, é algo que gera a alienação.  A conseqüência direta disso é propriedade privada, ou seja, enquanto o homem for empregado do homem e seu trabalho gerar valor para o último e não à si mesmo, teremos a propriedade privada e por conseguinte o trabalho estranhado, pois que não pertence a quem produz.
     O trabalho em essência é subjetivo, mas em sua forma fenomênica se torna concreto. Todo trabalho gera valor, seja ele qual for, pois valor é um conceito aplicado à algo ou objeto, por isso mesmo o trabalho que no plano teórico é a causa, no sistema capitalista, refém da propriedade privada é conseqüência, deste modo ele vira o objeto da alienação do próprio trabalhador. O trabalho nesta relação se torna o próprio valor agregado, deixa de ser um fim em si mesmo para ser um meio do “outro”, pois que ele é privado, de caráter particular. Não se trabalha para o que, mas para quem, assim, ele faz do trabalhador seu escravo. O trabalho não dignifica, escraviza, porque quanto mais se gera valor ao outro, mas dependente deste trabalho se é. O trabalhador gera valor, mas paradoxalmente, fica mais pobre, refém desta relação subversiva e cruel. Tem-se que trabalhar mais tempo, para gerar mais valor, todavia, este valor não é compartilhado, só gera mais lucros ao detentor da propriedade privada distanciando mais ainda o “dono” do empregado, e este, numa relação de mais-valia e oferta e procura, passa a se tornar refém do próprio trabalho explorado, por exatamente ser explorador o trabalho e lhe tomar assim, tempo, “dinheiro”, dignidade, condições, etc.
      O trabalho é a ferramenta de barganha do patrão em detrimento da condição do empregado, e este trabalho estranhado, ou seja, que não lhe é natural, pois que não produz riqueza nem muito menos felicidade. Não lhe pertence, não lhe gera auto-significação e nem liberdade, é produto diretamente proporcional à propriedade privada e ao sistema de barganha, ou seja, o ganho do empregado é o seu salário. Salário este que é controlado pelo patrão, assim como o valor do produto produzido pelo trabalho do empregado aumentando infinitamente de valor de acordo com as necessidades de lucros. Assim, estranhamente o trabalhador que produz o valor agregado ao trabalho, muitas vezes não pode consumir nem seu próprio produto, pois quanto mais valor ele gera, mais pobre e escravo fica e o produto mais cvaro no mercado. Através do trabalho o homem se apropria da natureza para gerar valor ao outro, ser estranho, e através deste mesmo trabalho o mesmo gera si mesmo como mercadoria, a sua produção lhe atribui valor mercadológico, pois que ele está preso na mais valia e na lei da oferta e da procura, como já o dissemos.

             A RELAÇÃO DA PROPRIEDADE  PRIVADA E TRABALHO

   O trabalhador estranhado torna-se o capital, e o capital é o homem perdido de si. Se o capital some, o homem desaparece, não tem mais identidade, o trabalho passa a ser sua ação de juros, se parar de trabalhar, seu capital perde valor, ele morre, não consegue mais atender as suas necessidades mais básicas. O homem enquanto trabalhador é mercadoria, é produto em circulação preso aos caprichos do capitalista. A existência do capital é sua própria existência, a economia nacional não reconhece o trabalhador que está fora das relações de trabalho, ele é um ser inerte.
     A economia nacional reconheceu o trabalho como seu principio, é sua essência subjetiva e a fisiocracia é a fase intermediária entre o feudalismo e o mercantilismo. A economia nacional é a inimiga número um, do homem trabalhador, porque nela está inserida a propriedade privada, que é a evolução da propriedade fundiária. O capital substituiu a renda per terra, e a indústria assumiu a face moderna do capitalista. Ela, tirou o homem apropriado do campo, mas que ainda retinha parte mesmo que insignificante da sua produção, para aliená-lo na cidade, e o proprietário lhe tomou os meios e os fins da produção. A economia nacional é particular e irrestrita, defendendo a desigualdade social e os estamentos de classe. É a Divisão Nacional do Trabalho, para uma economia, que politicamente, é dominado pelos senhores dos meios de produção. A medida que o homem é incorporado á propriedade privada como sua essência, não tem mais como distingui-los e separá-los, a propriedade privada é quem determina o sujeito, sendo o homem um ser objetivado e tratado externamente na relação consigo mesmo. Ele deixa de ser causa para ser efeito, massa de manobra, objetos externos sem substantivação. O homem perde-se a  si mesmo por completo, estando totalmente irrestrito aos sistema.
       O que era a conexão do homem com a terra no feudo, passa a ser sua própria significação, como não existe mais propriedade privada sem homem e vice-versa, é o trabalho e o capital quem vai definir e dá valor à ambos. O homem é desumanizado, já que não tem mais sua essência espiritual, lhe foi retirado através do trabalho estranhado. E a única coisa que passa o homem a possuir é o seu salário, que lhe é determinado o valor alheio a sua vontade, assim como já o dissemos ele equivale a mercadoria e perde valor social, pois quem está fora das relações de mercado não tem salário e não o tendo, morre, não tem mais valor ou significado para a propriedade privada e a economia nacional, não é produtivo e passa a ser encarado como um peso. O capitalista venceu o proprietário fundiário, apropriando-se de seus meios e sobrepondo-o na modernidade através da indústria.


                          EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO HUMANA
    Desde os tempos antigos se tem uma preocupação com a formação do indivíduo de uma maneira completa, na Grécia a Paidéia, na idade média o humanismo. Todavia é com Marx que isto vai ganhar um sentido radicalmente diferente, na articulação entre espírito e matéria, e a questão do trabalho entra a tona.
     A formação humana é social e histórica, portanto não tem como ser universal e eterna, não é um modelo ideal a ser perseguido. É o trabalho que vai fundir e fundar ontologicamente o Homem. É através da apropriação histórica e cultural que o ser vai se constituindo como membro do gênero humano. A sociedade de classes produziu um desenvolvimento extraordinário material e espiritual para a humanidade, entretanto, ao mesmo tempo, esta sociedade de classes produz profundas desigualdades e diferenças, fazendo com que grande parte das pessoas não tenham acesso à esse desenvolvimento.
     Juntamente com os outros tipos de sociedade que a nossa história conhece, como a feudal, asiática, etc, a desigualdade é uma constante entre todas elas. O grande problema, é que antigamente isto era visto como algo natural por razões sobrenaturais, já na sociedade moderna, capitalista, é proclamado aos quatro ventos como ideal maior a igualdade entre os homens. Acontece que nesta sociedade a formação humana se dá prioritariamente para atender aos interesses do capital, ou seja, do mercado de trabalho, como o caráter de mercadoria do trabalho não é devidamente questionado e muitas vezes cegamente aceito, esta formação integral nada mais é que a desvalorização humana para reprodução do lucro e do capital. A formação espiritual também fica comprometida, tendo em vista que somente quem possui o dinheiro tem direito ao acesso a essas coisas. O dinheiro passa a determinar as condições de cada indivíduo e o que eles representam nesta sociedade de classes.
     A definição de formação integral se dá pelo acesso à – ou seja, numa sociedade livre deve existir obrigatoriamente a supressão total do capital, para conseguirmos ser uma sociedade humanizada, emancipada. Como é o trabalho que funda o ser social, não nascemos humanos , mas nos tornamos humanos através da apropriação do patrimônio cultural preservado, das suas leis e costumes. E por sua própria natureza a sociedade burguesa está assentada sobre uma contradição, que é o ter ao invés do ser, da apropriação do homem pelo homem. A educação teria a função de libertar o homem, desenvolver seu senso moral, sua civilidade, sua contribuição cultural, social e política como indivíduo para toda a sociedade. Trazer desenvolvimento tecnológico, para seu próprio desenvolvimento e sustentabilidade do planeta, educação física e espiritual, emancipatória, crítica, individual. Todavia, o que constatamos é que isso agride frontalmente os interesses da sociedade de classe e dos detentores de poder. Dessa forma, esta educação sempre será ilusória e limitada enquanto tivermos a exploração do homem pelo homem e sua consequente escravização.
    A educação plena não existe, do ponto de vista de relatividade que é o nosso mundo dual -  ela deve existir para superar o capital na luta e no desenvolvimento de uma nova sociedade. A educação ainda é um poderoso instrumento de controle ideológico para o capital, mas deve voltar às mãos dos homens livres, para a construção de um novo modelo de desenvolvimento social. Ativismo político e cidadãos mais críticos estariam na base dessa nova sociedade e somente assim a educação poderia livrar o homem do homem, a educação formal deveria levar ao homem uma nova concepção de vida. Ou seja, a educação deveria ser baseada completamente na lógica, na ciência na religiosidade,  na intuição e na análise de si mesma e nas suas relações contraproducentes para o Homem, assim como conseqüência, teríamos indivíduos politicamente ativos em sua comunidade.

                 EDUCAÇÃO DOS PAÍSES PEIRFÉRICOS

   O presente parágrafo aborda a criação do Banco Mundial e sua conseqüente influência na educação dos países chamados de terceiro mundo ou periféricos. O Banco Mundial surge no pós-guerra, como tentativa de países ocidentais liderados pelos EUA, de equilíbrio e fortalecimento econômico para a Guerra Fria. Por isso os primeiros alvos foram Europa e Japão. Na ONU, criou-se a UNESCO, órgão responsável pelos ditames teóricos e pedagógicos das políticas internacionais na área de educação. Todavia, no clima de hostilidade à União Soviética, este órgão defendia os interesses de liberdade individual, ou seja, alinhava-se aos americanos.
     Temos que perceber como o interesse do Capital sempre foi preservado em detrimento de qualquer outra área, inclusive alinhando a educação ao mesmo. Com a crise do petróleo em 1973, o Capitalismo conhece sua maior crise estrutural, dessa maneira ele precisa de uma “refundação”, principalmente ideológica para não colapsar de vez. Sai-se do processo industrial conhecido como Fordismo para o Toyotismo, definitivamente. Dentro deste processo de re-significação, a educação é vista como matéria-prima primordial deste nascente e novo modelo. A educação formal,  já existia à divisão internacional do trabalho, porque não alinhar o processo de desenvolvimento cognitivo do ser ao mesmo? Claro que sim, desta forma, é submetido aos países pobres um novo “programa”, modelo de desenvolvimento. Mas como se faz isso? Simplesmente subjugando essas nações. De que forma? Através do eixo principal do Capitalismo, o capital, o dinheiro, o poder econômico. Aí entra o papel do Banco Mundial, através de vultuosos empréstimos sob o pretexto de financiar o crescimento destes países, quando na verdade era apenas uma maneira direta de escravizá-los através de suas dívidas impagáveis, por conta dos juros abusivos cobrados em cada empréstimo feito. Além disso lhes é dada uma “cartilha” de administração política, tendo como referencial os países desenvolvidos, esquecendo a historicidade de cada nação e o princípio de auto-determinação dos povos, para não ir mais longe,  os principais fatores de empobrecimento destes países, como os africanos, recém independentes e filhos de uma estupenda exploração e mutilação cultural, que existe até hoje, gerando violentas guerras civis, por conta do processo de apropriação realizado na colonização africana no século XIX.
    Temos no fim dos anos 80 o famigerado neoliberalismo, com Augusto Pinochet no Chile como cobaia, depois Reagan, nos EUA, Margareth Tatcher e Helmut khol, na Inglaterra e Alemanha respectivamente, como seus maiores expoentes. É a vitória suprema da Escola de Chicago, capitaneados por Milton Friedman, Nobel de Economia, em 1985. E a  educação muito sofreu com isso, porque, passou-se a defender a tese do Estado Mínimo juntamente com a não-intervenção deste Estado sobre o capital, nem como intermediador e, ou regulador.  E o que significa o Estado Mínimo? É o Estado que abre mão, abdica de investimento em áreas fundamentais como educação, saúde e políticas sociais, para se dedicar as suas funções jurídicas e investir de acordo com os interesses do capital, ou seja, economia, infra-estrutura e modernização dos aparelhos burocráticos, por exemplo. A educação foi deixada completamente de lado? Não, todavia, passou a ser reprodutora do novo discurso capitalismo, que era a igualdade de condições, o made-yourself, a liberdade individual e intelectual. A educação passou a ser instrumento imprescindível à preparação do ser ao mercado de trabalho. O capitalismo em essência é de caráter particular, logo não pode atender ao interesse geral da raça humana, assim, a educação formal foi efetivada e ainda é cultuada no seu aspecto mais cientificista, ou seja, criar e desenvolver cientistas e mão de obra devidamente qualificadas e direcionadas á atender aos interesses da classe dominante, as vagas a serem preenchidas no mercado, ofertadas pelas indústrias, etc. Perdeu-se a educação integral do ser, para a instrução total do homem.
     A educação formal passou a ser mais um instrumento de mercantilização e escravidão do homem, gerando o trabalhador estranhado, que ao invés de reconhecer a si mesmo, mais que nunca se torna mercadoria, com a única diferença de estar mais qualificado, ou seja, mais valorizado. Isto, para aqueles que tem condições de terem acesso a essa educação, inflamando mais ainda a divisão social e a divisão internacional do trabalho, por isso o desenvolvimento das qualificações técnicas em detrimento do ensino público e gratuito universitário nos países de terceiro mundo, que se tornaram totalmente reféns do sistema. Todavia o discurso foi e é, de sinergia, de trabalhadores mais versáteis, desenvolvidos, competentes em diversas áreas, diminuindo assim as ofertas de vagas existentes. É este modelo que ainda continua sendo amplamente desenvolvido inclusive no nosso país.

     O PRINCÍPIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA

     A gestão democrática tem se tornado um dos motivos mais freqüentes, na área educacional, de debates, reflexões e iniciativas públicas, a fim de dar seqüência a um princípio posto constitucionalmente e reposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.  Comumente, o princípio da gestão democrática tem sido mais referido à eleição de diretores ou diretoras em escolas públicas. Entretanto, sem negar essa possibilidade, cumpre o dever de averiguar a situação posta e os desafios estabelecidos por essa constituição inédita.
      A gestão, dentro de tais parâmetros, é a geração de um novo modo de administrar uma realidade e é, em si mesma, democrática, já que se traduz pela comunicação, pelo envolvimento coletivo e pelo diálogo. Termos de medo e de autoritarismo, quanto uma maneira de se propor a gestação de uma nova maneira de se administrar a coisa pública. Seja em contraposição a esta cultura instalada tradicionalmente, seja em função da insistência na cooperação, a divisão de atribuições, a assinalação de objetivos comuns com normas nacionais gerais, indicam que, nesta Constituição, a acepção de sistema se dá como sistema federativo por colaboração, tanto quanto de Estado Democrático de Direito. Este princípio, ainda que abrangendo tão só os sistemas de ensino propriamente públicos, se justifica como tal, com maior razão, porque a educação escolar é um direito próprio de um serviço público por excelência.  Daí a educação escolar se tornar pública como função do Estado e, mais explicitamente, como dever do Estado, a fim de que cada indivíduo possa se autogovernar como ente dotado de liberdade e ser capaz de participar como cidadão consciente e crítico de uma sociedade de pessoas livres e iguais. O grande problema é exatamente este, quando concebida, a LDB também é subserviente aos interesses do capital, pois que coloca na família a primeira responsabilidade da educação formal do indivíduo, além de, como ter um espaço de gestão de educação se não for democrático? Assim, a nomenclatura gestão democrática de educação, na verdade é um "senhor pleonasmo". O estado passa a regulamentar o interesse privado, quando deveria ser público por excelência, quase como um favor ao cidadão. O Estado nega a si mesmo, define-se incapaz, e passa a ter que gerar leis para manutenção de um modelo que nega ao indivíduo a sua emancipação social, esta é uma grande farsa. Ou seja , a educação pública, gratuita, universal e de qualidade, deveria ser obrigação, mas o Estado afirma sua incompetência e ineficiência ao tentar regulamentar e legitimar a educação privada. A constituição diz outra coisa.
      Num primeiro momento, trata-se da gestão dos recursos, sua eficiência, transparência e modernidade nos meios. Como formas alternativas e complementares do processo democrático representativo, como que a reforçar o princípio democrático-rousseauniano da “vontade geral”. A gestão democrática é um princípio do Estado nas políticas educacionais que espelha o próprio Estado Democrático de Direito, postulando a presença dos cidadãos no processo e no produto de políticas dos governos. Os cidadãos querem mais do que ser executores de políticas, querem ser ouvidos e ter presença em arenas públicas de elaboração e nos momentos de tomada de decisão. Trata-se de democratizar a própria democracia.  Assim acontece com o projeto de orçamento participativo, tão em voga em nossa prefeitura. É neste sentido que a gestão democrática é um princípio constituinte dos Conselhos intra-escolares como os Colegiados, o Conselho da Escola, os Conselhos dos Professores e outras formas colegiadas de atuação. A gestão democrática da educação é, ao mesmo tempo, transparência e impessoalidade, autonomia e participação, liderança e trabalho coletivo, representatividade e competência. Neste sentido, a gestão democrática é uma gestão de autoridade compartilhada. Mas, por implicar tanto unidades escolares como sistemas de ensino, a gestão vai além do estabelecimento e se coloca como um desafio de novas relações (democráticas) de poder entre o Estado, o sistema educacional e seus agentes.
      No dizer, “trata-se da grande farsa educacional que consiste em separar a qualidade da quantidade, que são conceitos dialeticamente independentes, para mistificar a realidade do nosso pseudo-ensino." A grande frustração que a LDB nos traz é o fato de que ela não entra profundamente na ferida, não mexe nas estruturas escolares, não propicia o surgimento de um novo modelo. E o que é pior, coloca no seio da sociedade o dever de educar quando caberia ao próprio Estado fazê-lo. Não basta apenas legislar sobre o que deve ser feito, mas como ser feito, embora isso seja impossível enquanto nossos parlamentares estiverem atendendo aos lobbies capitalistas. Nosso sistema de ensino continuará sendo fraudulento e não permitirá a educação de um cidadão verdadeiramente crítico. O estado não favorece o libertar do ser através do ensino integral, pelo contrário, retira sua responsabilidade, a divide dentro da própria federação e faculta o surgimento de modelos como “educação para todos”, “amigos da escola”, “todos pela educação”, ou seja, o indivíduo tem que participar ativamente da educação de outros indivíduos e para isso precisa gerar e ter competência, quase sempre de maneira particular, o ensino público perde espaço.
        Caberá ao ensino privado trabalhar as nossas crianças e construir o cidadão ideal? Mas como uma empresa capitalista de interesse privado pode primar pelo interesse geral? Simples. Não pode! Assim a “libertação” através da educação sempre será de caráter parcial, tendo em vista apenas criar seres pensantes dentro de um modelo que atenda aos interesses mercadológicos, assim é normal que as atividades intelectuaais de caráter subjetivo tenham menos valor, porque geram menos dinheiro, além de representarem uma ameaça ao sistema algumas vezes. Assim, disciplinas da área de humanas terão menos valor monetário, e disciplinas das áreas que aumentem a produtividade e o desenvolvimento da tecnologia terá mais valor agregado, porque gerará mais lucros e fatalmente gerará mais trabalho estranhado, ou seja, menos consciente de si. Daí a expressão “força de trabalho”, quando, entretanto, o trabalho é inerente ao homem e é a  sua mais perfeita representação subjetiva. Nos moldes de ensino privado, só teremos adultos mercadológicos e escravos, frutos de um sistema alienatório, a filosofia perde espaço entre outras coisas. No ensino privado temos a automática repetição de um modelo, e não a superação do mesmo, e não por acaso que no nosso país ao invés de investir-se pesado nas Universidades, no desenvolvimento de tecnologia e trabalhos científicos, investe-se mais que o dobro em "compras de vagas em universidades privadas" e Escolas Técnicas, esta é mais uma maneira de enganar e escravizar ao povo!

3 comentários:

  1. Texto muito esclarecedor e ótima fonte de pesquisa.obgda

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  2. Resumiu perfeitamente, tenho aula desse livro hoje e se não fosse você...! Portanto, obrigada.

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  3. Vou fazer prova amanhã. Espero que me salve :(

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