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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

SOBRE A BUSCA DA ESSÊNCIA DIVINA

"Há um tipo de experiência religiosa raramente acessível em sua total pureza. Dou a ela o nome de "religiosidade cósmica". É muito difícil falar a respeito desse sentimento para qualquer um que não o tenha vivenciado, especialmente porque não há nenhuma concepção antropomórfica de Deus correspondente a ele. O ser experimenta o nada das aspirações e vontades humanas (...). A existência individual é vivida então como uma espécie de prisão e o ser deseja experimentar o Universo como um todo significativo.
(...) Ora, os gênios religiosos de todos os tempos se distinguiram por essa religiosidade ante o cosmos. Ela não tem dogmas nem Deus concebido à imagem do homem, portanto nenhuma igreja ensina a religião cósmica. Temos também a impressão de que os hereges de todos os tempos da História humana se nutriam com essa forma superior de sentimento religioso.
Como esse sentimento religioso cósmico pode ser comunicado de pessoa a pessoa, uma vez que não se pode chegar a nenhuma teologia? Para mim, o papel mais importante da arte e da ciência consiste em despertá-lo e mantê-lo vivo naqueles que lhe são receptivos.
Albert Einstein ("Como Vejo o Mundo")


O Que Está Por De Trás do Olho, da Mente do Ouvido E Da Mente?
"Tudo o que precisamos saber sobre a verdade pode ser encontrado nos Upanishads, mas há um problema em saber aonde olhar e na compreensão do que é encontrado. Um comentário esclarecido é essencial. O Kena Upanishad, por exemplo, é bastante curto e transmite o conhecimento de nossa verdadeira natureza de quatro maneiras diferentes, de acordo com a facilidade espiritual do ouvinte.
A primeira seção é a mais direta e sucinta, mas, consequentemente, aparentemente a mais difícil. O verso dois diz-nos que nós somos aquilo que possibilita ou capacita a mente etc..., e não a própria mente. Uma explicação bela e clara é fornecida por Swami Paramananda:
É o ouvido do ouvido, a mente da mente, a fala da fala, a vida da vida, o olho do olho. O sábio, livre ( dos sentidos e dos desjos mortais), depois de deixar este mundo, torna-se imortal. -(Kena Up.)
O homem comum ouve, vê e pensa, mas fica satisfeito em saber apenas o quanto possa ser conhecido através dos sentidos; não analisa e tenta encontrar o que está por trás do ouvido, do olho, ou da mente. Está completamente identificado com a sua Natureza Externa. Sua concepção não vai além do pequeno círculo de sua vida corporal, que diz respeito apenas ao homem exterior. Ele não tem consciência daquilo que dá capacidade aos seus sentidos e órgãos para executar suas tarefas.
Há uma vasta diferença entre a forma manifesta e Aquilo que se manifesta através da forma. Quando conhecemos Aquilo, nós não morreremos como o corpo. Aquele que se apega aos sentidos e as coisas que ão efêmeras,deve morrer muitas mortes; mas o homem que conhece o olho do olho, o ouvido do ouvido, tendo separado-se de sua natureza física, torna-se imortal.
A Imortalidade é alcançada quando o homem transcende sua natureza aparente e descobre aquela essência sutil, eterna e inesgotável que está dentro dele".
(Four Upanishads) - Dennis Waite- 5.000 anos de Advaita



"Lúcifer, o Espírito da Iluminação Intelectual e Liberdade de Pensamento é, metaforicamente, o farol orientador que ajuda o homem a encontrar o seu caminho por entre as rochas e bancos de areia da Vida. Pois Lúcifer, em seu aspecto mais elevado, é o Logos, e no mais baixo, o "Adversário", ambos refletidos em nosso Ego."

Helena Petrovna Blavatsky, A Doutrina Secreta.

Quando algumas pessoas, em determinado momento, percorrem verdadeiramente o caminho da autorrenúncia e da autodemolição, e isso na força do átomo do coração, elas emitem naturalmente uma irradiação. Esta irradiação liga-as aos mesmos valores radiativos de outras pessoas e assim se desenvolve um campo mais puro. Assim, pode-se dizer que vai surgindo uma aurora, a aurora de um dia em que se destacarão novos valores, a serviço de todos. Foi em um período como este que Hermes Trismegisto, o Três vezes Grande, pôde elevar a voz para a iluminação de muitos. É em um período como este que todos nós somos confrontados com a natureza superior de nossa alma, a natureza superior que habita dentro de nós, mas que não é nossa. Quem tem uma faísca como esta ardendo dentro de si sabe que o tempo já chegou. Todos os oásis de força-luz do sistema solar estão sendo profundamente tocados. Todos aqueles que são prisioneiros da natureza da morte e que se empenham e se esforçam seriamente para libertar-se são elevados a uma ordem superior.
(Jan van Rijckenborgh)

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