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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Mais Uma Valorosa Contribuição de Jorge Antônio Oro


 Prezados, em um outra pagina, alguém comentou sobre uma frase postada " Que maravilha depois que sempre a humanidade foi feliz" ser paradoxal. Como é algo relevante, no meu entender, compartilho o comentário.

Sobre o uso do “Depois que sempre “ – Parte 1 : Introdução e Etimologia

Prezado, seu questionamento(sobre se a frase : “que maravilha depois que a humanidade sempre foi feliz!” é um paradoxo) é ótimo, e nos dá uma também ótima oportunidade de esclarecer. Primeiro é muito interessante ver que, na própria forma como vc escreveu a pergunta, está contida toda a mecânica do lado esquerdo do cérebro, a mecânica concreta, e é exatamente esta mecânica (comum a todos os seres) que estabelece a limitante entre o que o que se pode realizar e o que é efetivamente realizado (em todas as áreas do conhecimento humano). Sua frase (muitíssimo oportuna) expressa exatamente os meandros da ação e reação da mente concreta, aceitando como possível somente o que é lógico (do ponto de vista dela, Mente concreta).

Muito bem, vamos em frente.

Sobre a etimologia:

1) Um paradoxo (do latin paradoxus “para” que significa “contrário a”, e “doxa”, que quer dizer opinião, que por sua vez deriva de “doxen”, parecer, pensar. E do grego parádoxos) seria aquilo que é contrário ao que se espera, ou contrário ao que se pensa. Surpreendente, estranho, extraordinário;
2) Neste sentido, este tipo de formação (ou de criação) pode realmente ser considerado um paradoxo, mas não no sentido de impossibilidade ou contrariedade (geralmente atribuído a palavra paradoxo), mas sim, de contrário ao que se pensa, inovador;
3) Além disto, este tipo de escrita pode ser considerado como um novo paradigma (do grego parádeigma, algo que serve de modelo) na arte da criação linguística;
4) Ironia, do grego eironeia, significa dissimular, dizer uma coisa mas expressar outra;
5) Estranho, do latin extra, significa “fora de”, e extra deriva da raiz indo-européia egs (fora de);
6) Construir, do latin construere, onde cons significa completamente ou globalmente, e struere significa juntar, amontoar;
7) Sempre deriva do latim Semper, e significa eterno (donde o termo sempiterno);
8) Maravilha deriva do latim mirabilia(coisas admiráveis), que é a forma neutra de mirabilis(que se pode admirar), e se forma sobre o verbo mirari (admirar), que está ligado ao adjetivo mirus (surpreendente, estranho, maravilhoso);
9) O prefixo “ad” em latin, significa aproximação, presença. Donde deduz-se que a voz admirar é olhar de perto, estar na presença de;
10) Mirus derivou o francês miroir, e o inglês mirror, espelho. Em português, espelho vem de speculun, que deriva de specere (admirar, olhar);
11) Então, “maravilha” é aquela coisa surpreendente, estranha, maravilhosa, que se pode admirar. E se admiramos, olhamos, e se olhamos, ele nos olha de volta.

Sobre o uso do “Depois que sempre “ – Parte 2 : Sobre a estrutura do mental:
12) Manas, a mente concreta, o quarto princípio no homem, tem por função analisar, medir, pesar (como no festim de Baltazar: pesado, medido, contado). Manas, é o equilibrante, e separa (e une) os três princípios superiores (Atmã, Budhi e Manas Superior, a mente abstrata) dos três inferiores (não negativos, mas apensa mais densos): astral (que junto com manas forma a alma humana), vital e físico;
13) Manas, a mente concreta, e Manas Superior, a mente abstrata, são expressões de Mahat, a Mente Universal;
14) Manas, a mente concreta é alimentada pelos 5 sentidos (audição, gustação, tato, olfato e visão) que transformam tudo o que recebem do mundo exterior (nosso mundo visível) em imagens (através da ação de uma das forças sutis da natureza, Tejas tatwa, o fogo). Como exemplo, para compreender-se isto, por exemplo, a área cerebral ativada por alguém que está lendo em Braile é a mesma ativada por alguém que está vendo a imagem;
15) Como Manas e astral são interligados, o processo de criação é idêntico em ambos;
16) O que forma os planos astral e mental, são conglomerados de elementais entrelaçados, amorfos, com a função de vitalizar e manter o plano, da mesma forma que o fazem os elementais da natureza;
17) Quanto o ser humano pensa ou sente, imprime no plano mental ou no astral a imagem do que viu ou sentiu, aglutinando um ou um conjunto de elementais, que tem por corpo físico a própria matéria do plano, e por “inteligência” aquilo que lhe deu origem (o pensamento, ou a emoção);
18) Um elemental criado pelo ser humano, só existe para aquilo que foi criado, só sabe fazer aquilo que existe nele, e age automaticamente tendendo a se exteriorizar, além de buscar entrelaçamentos com seus similares vibracionais no plano;
19) Diz-se que são elementais entrelaçados pois estão vitalmente interligados, nos dando isto a razão de pq as emoções e pensamentos nunca existem sozinhas. Vivem e alimentam-se como em um sistema de vasos comunicantes. Para um elemental, alimentar-se significa acontecer, ou gerar os fatos externos os quais o alimentam;
20) O mesmo processo de aquisição de imagens do exterior é efetuado ao inverso, para a geração das ações decorrentes das decisões de Manas, através tb de cinco órgãos externos, os chamados Karma endrianis;

Sobre o uso do “Depois que sempre “ – Parte 3 :Sobre a fisiologia:
21) O ser humano tem dois polos (assim como o corpo mineral onde ele habita, o que chamamos Terra) onde acumulam-se e através dos quais fluem, o Prana. O polo norte é o cérebro e o polo sul é o coração;
22) Destes dois, saem os fluxos de vitalidade, distribuídos através do sistema nervoso central (coordenados pelo sistema cérebro-espinhal) e do simpático e parassimpático, que se entrelaçam ao sistema circulatório, através dos nadhis. Este é o fluxo da vida, norte para sul e oriente para o ocidente, e depois fluxo contrário, obedecendo a ordem dos tatwas, gerando o que conceituamos como vida no ser humano(e de forma equivalente, o que conceituamos como vida na Terra, além de seu movimento de rotação);

23) O polo lunar, coração, divide-se em dois hemisférios, e outras áreas, equivalentes em funções ao cérebro(que pulsa eletricidade), etc(mas não é nosso objeto de atenção no momento);
24) O polo solar, o cérebro, é dividido em duas partes, hemisfério esquerdo que vai regular as ações ligadas a mente concreta e o direito que vai regular as ações ligadas a mente abstrata. Na maioria dos seres humanos, 98% da atividade cerebral está concentrada no lado esquerdo, o que dá a dimensão da imersão humana na vida concreta e também a sua dificuldade na concepção do que é o abstrato;
25) O hemisfério esquerdo é responsável pelo raciocínio lógico, análises, fala e linguagem. O hemisfério direito está responsável pela consciência auditiva e visual, consciência espaço-temporal, habilidades criativas, imaginação, etc.
26) A comunicação entre os hemisférios esquerdo e direito do cérebro é feita pelo corpo caloso, um conjunto de axônios e dendritos que trafegam de um hemisfério para outro, ligando áreas semelhantes(lobos frontal, temporal, parietal, etc), coordenando as ações;
27) Esta conexão entre os dois hemisférios, via corpo caloso, é que permitem que o hemisfério esquerdo controle o lado direito do corpo, e o hemisfério direito controle o lado esquerdo do corpo. Não por coincidência, então, o lado direito do cérebro controla o lado esquerdo do corpo, onde reside o coração;

Sobre o uso do “Depois que sempre “ – Parte 4 :Sobre o funcionamento da Alma(Mente concreta e Astral)
28) Quando a pessoa ouve uma palavra ( o ouvir á traduzir elétricamente, com o sistema auditivo, as vibrações projetadas a partir de uma fonte), a mesma após traduzida, vai gerar a imagem correspondente a esta tradução;
29) Uma vez gerada a imagem(quer dizer, um vriti, um temporário), Manas inicia o processo de identificação, ativando todas as imagens que a esta estejam associadas. Isto é o que se chama experiência, e memória;
30) Ao ouvir, por exemplo, a palavra maçã , todas as imagens ligadas a mesma, são ativadas e entrelaçadas, trazendo a tona, memórias, conhecimento e emoções;
31) Se as palavras vem em conjunto, por exemplo: “ vc gosta de maçã?”, para cada uma o processo é o mesmo: vc, gostar, maça e o indicativo de pergunta. Assim, para cada imagem é recuperado todo o conhecimento e memória e emoções. Então, passa-se para Segunda etapa que é a análise de todos os registros, para saber o que deverá ser respondido;
32) Devemos lembrar que cada memória, cada imagem, cada emoção, é um elemental entrelaçado, um ser vivo que existe para ser o que é. Assim, a única forma de reviver uma memória, é fazendo o que o próprio termo diz: revitalizar aquilo que estava guardado, para que vitalizado, expresse-se, permitindo a concepção de uma resposta;
33) Após entrelaçadas todas as memórias sobre maçã, após verificados os conceitos de gostar, após a vinculação com o que é gostar para vc, tudo isto une-se em um conglomerado que vai ser analisado. Após a análise inicial, por Manas, é feito uma Segunda camada de interação, recuperando formas mais distantes, conceitos mais distantes, e uma análise do meio em que é feita pergunta, quem fez a pergunta, e qual deve ser a resposta;

34) A primeira análise de Manas sempre corresponde ao conceito de verdade, pois é o resultado puro e simples do entrelaçamento. A Segunda análise, levará em consideração, por exemplo, se não interessa a quem perguntar saber isto, se eu não quero dizer a verdade a quem perguntou, se aquele não é o momento de dizer a verdade, se eu intencionalmente quero emitir outra opinião, etc, etc. nesta Segunda etapa onde é pré-formata a resposta, entra em análise os entrelaçamentos do astral, as emoções, ainda sob a tutela de Manas. Aqui, são fabricadas as meia verdades, as mentiras, as distorções, as omissões ou, se é exercida a vontade, aqui a verdade vence e é então preparada para ser exteriorizada;
35) Uma vez entrelaçada a resposta, isto através de um karma endriani, um órgão de ação, neste caso, a fala, o impulso elétrico desde de Manas/Astral para o vital, que por sua vez estimulará os órgãos correspondentes elétricamente, verbalizando e complementando: “n ã o e u n ã o g o s t o d e m a ç ã p o r q u e q u a n d o e u e r a c r i a n ç a e u m e e n g a s g u e i” e em paralelo, é comandada uma alteração facial e um movimento de negação com a cabeça;
36) Toda esta análise espaço-temporal é feita quase que instantaneamente, a cada impulso que recebemos do exterior, através da visão, audição, etc, nos permitindo uma análise permanente do mundo que nos cerca, e a tudo transformando em imagens;
37) Esta análise citada como exemplo envolveu a recuperação de emoções de infância, do conceito do que é gostar, do conceito de gosto de maçã, do conceito de medo (de Ter sido engasgado), etc. Foi levada a efeito pelo cérebro esquerdo, que analisou, encadeou e comandou, sem necessidade de abstração;
38) Como é o hemisfério esquerdo que analisa, decide e comanda, somente aquilo que não é passível de análise concreta, somente aquilo que não exista conhecimento concreto encadeado a respeito, será compartilhado com o lado direito. Por exemplo, a análise de uma obra de arte, para o lado esquerdo é enfadonha, demorada e incompreensível, pois implica no uso de conceitos como beleza, abstração, intuição, imaginação, etc, tudo inerente ao hemisfério direito que, por sua vez, liga-se a mente abstrata;
39) Se alguém lhe pergunta: vc é feliz? Isto será traduzido, serão pesadas, medidas e contadas todas as coisas que são consideradas são consideradas razões para vc estar feliz (quer dizer, aqueles desejos que estejam alimentados no momento), são pesadas, entrelaçadas, medidas e contadas, todas aquelas razões que vc possa ter para não estar feliz (quer dizer, todos aqueles desejos ainda não alimentados), mas todas aquelas razões não resolvidas(quer dizer, todas aquelas mágoas, receios, medos, angústias, necessidades, palavras não ditas, palavras não ouvidas, ações não executadas). Quer dizer, serão vivificadas todas as formas vivas existentes em vc, para que entrelaçadas, permitam a análise de Manas. Feita esta primeira fase do encadeamento, novamente, parte-se para a Segunda, que é se a verdade deve ou não ser dita, se haverá um véu encobrindo-a no momento de ser verbalizada ou não. Ainda assim, toda esta análise caberá a mente concreta;

40) Quando sentimos criamos seres! E quando estas sensações são dirigidas a alguém ou alguma coisa, a criatura, a criação, a emoção parida é vitalizada fica ligada a imagem da pessoa para quem esta emoção foi dirigida. Aqui vem o primeiro uso de “ad mirar”. O responsável pela criação da emoção olha(fisicamente, ou mentalmente) para aquela pessoa a quem a emoção é dirigida, e a ela entrelaça a sua criação. A emoção criada é alimentada por quem a cria, e age naquela a quem ela foi dirigida;
41) Toda emoção sentida é criada. Assim como todo pensamento, desejo, etc. Se vai cumprir com seu papel, ou com a razão para o qual foi criado, dependendo da intensidade vital e da consciência com a qual tenha sido criado;

Sobre o uso do “Depois que sempre “ – Parte 5: A mecânica da felicidade e do sempre
42) Quando uma pessoa diz: que felicidade, isto é traduzido e encadeado pela mente concreta (razões e emoções) a tudo aquilo que originou esta sensação de felicidade. Então, a razão da felicidade é que vai determinar a abrangência, as ramificações, os entrelaçamentos deste novo ser (felicidade específica) no plano que lhe é de direito;
43) Se houvesse a compreensão do que é o conceito de sempre, somente o seu uso já faria com que a análise e entrelaçamento de uma frase onde o mesmo fosse usado, fosse feita pelo hemisfério direito do cérebro. Mas geralmente, o ser humano vai interpretar sempre com o hemisfério esquerdo, e para o hemisfério esquerdo, o sempre não é o eterno, o sempiterno. O sempre é o registro mantido desde o nascimento até o presente momento;
44) Então, se dissermos “eu sempre fui feliz”, como uma afirmação criadora, para que seja gerado um conglomerado vital transformador, esta afirmação vai ser analisada pela mente concreta, pelo hemisfério esquerdo. E o hemisfério esquerdo, a mente concreta, vai trabalhar e analisar somente o seu inverso conhecido, somente os registros aos quais ela tenha acesso. E então, vem a negação e por decorrência, a desvitalização daquilo que foi dito. “Mas quando eu tantos anos, meu cachorro morreu” vai lembrar a mente concreta, e mais uma grande quantidade de “ mas quando eu...”. Assim, junto com a potencialidade vital criada com a afirmação “eu sempre fui feliz” vão estar entrelaçadas aquelas formas vitais, aqueles elementais, aquelas lembranças que se alimentam de dores e precisar ser lembradas. Então, viverão da felicidade emanada da afirmação “eu sempre fui feliz”, e disto nada vai sobrar, e nenhum efeito vai Ter na prática, pois, “no fundo”, a pessoa que falou isto vai saber que não é uma afirmação verdadeira, pois ela não foi sempre feliz, pois um dia, “chegou atrasada a uma festa, ou não conseguiu o “grande amor de sua vida”, etc;. Artifícios de sobrevivência dos seres do astral: alimentarem-se de seus entrelaçados;
45) Se houvesse a perfeita compreensão do que é o Sempre, e para isto é necessário uma análise da mente abstrata, do hemisfério direito do cérebro, pois o sempre é a união do passado, presente e futuro, coisa que existe antes do tempo e depois do tempo, portanto, realidades inegáveis;
46) O sempre então é a própria manifestação e expansão da matéria. E devemos lembrar que na gupta vidya, as designações de medição de tempo e matéria são a mesma, donde se conclui que o tempo é só a expansão da matéria manifesta no plano. Um truti(0,66 centésimos de segundo solares) é o que compõem uma unidade de Prana, e é um reflexo do todo, e emana este reflexo em todas as direções, é uma unidade independente de vida cósmica, agindo em elíptica, influenciado desde os átomos que formam o corpo do home, até o movimento dos sistema solares, galáxias e do próprio universo;
47) Estes trutis são os mantenedores, por exemplo, do plano mental, pois cada um deles tem em si a consciência do plano todo, e em si, cada um, é uma mente individual. Da mesma forma, no plano astral, cada truti é em si uma alma(microcósmica) individual. É nestas unidades cósmicas que se propagam no universo os pensamentos e emoções;
48) Como cada encadeamento significa um ser vivo (uma emoção, ou uma memória) que vai ser acordado, vivificado e entrelaçado, quanto mais ampla a felicidade, maior é o bem estar orgânico, pois todas as formas ativadas, vão gerar a correspondente produção de substâncias no sistema endócrino, ativado via vital, a partir das ações/decisões do astral/mental;
49) Quando uma pessoa diz : que maravilha de felicidade!, a criação já é de outra estirpe, pois a felicidade criada tem que estar entrelaçada naquelas coisas que na mente concreta/astral do criador, sejam sinônimos de algo maravilhoso. Isto faz com formas mais sutis, mais elevadas, ligadas ao que se entende por maravilhoso, sejam ativadas, entrelaçadas, com a decorrente geração de substâncias equilibrantes e revitalizadoras do sistema endócrino;
50) Devemos lembrar aqui, que quanto mais usado o lado direito do cérebro no processo mental, mais abstratos são os conceitos tratados, e portanto, mais abrangentes no plano e, portanto, maior a carga de energia sutil que se derrama ao chakra cardíaco, sede da razão, mas abraçado ao Timo;

Sobre o uso do “Depois que sempre “ – Parte 6: O depois do Sempre

51) Como para potencializar uma criação mental ou astral, o desejável é que ela seja o mais sutil possível, e também o desejável é que ela seja tratada pelo lado direito e não pelo lado esquerdo (que faz com que os pesos das dores e amores de cada um permeie toda criação mental/astral), é necessário que se crie um artifício linguístico, ou uma estratégia que permita ao gênio da linguagem agir em toda a sua potencialidade;
52) Mas, então, é necessário outra estratégia para permitir a criação integral do que é pensado/sentido. Por isto, usa-se o termo “ depois que”, pois depois implica em uma posição de análise temporal (ou física) feita a partir de um ponto fora do objeto ou evento. Desta forma, como o “sempre” abarca tudo para a mente concreta, o “depois que sempre”, obrigatoriamente vai ser enviado para análise como algo abstrato e, em sendo abstrato, todas as suas decorrências, inter-relações e entrelaçamentos vão ser levados a efeito em sua plenitude, sem as sanções e limitações da mente concreta, permitindo que a forma criada alce vôo integral;
53) Se aliado ao “depois de sempre”, vc cria não algo dirigido a uma pessoa, mas algo dirigido a toda a humanidade, este pensamento/emoção é um verdadeiro Deva, que vai abarcar todo o plano que lhe dá origem, transformando-o, e gerando efeitos que cairão como um agradável orvalho em manhã de primavera;

54) Este é o efeito de “ que maravilha depois que sempre a humanidade foi ...”: uma forma integral, projetada em sua essência, para toda a humanidade, a partir da mente abstrata, com as características que lhe são inerentes, e que irá agir entrelaçando-se com todos os seus semelhantes.

Sobre o uso do “Depois que sempre “ – Parte 7: Concluindo
Então,
a) Veja que realmente é uma forma completamente paradoxal de ver o universo e agir nele, colocando-se após a própria manifestação. Isto é um novo paradigma, não só linguístico)como disse antes), mas também de compreensão, pois coloca o ser humano em seu lugar de origem, depois do finito;
b) Não há ironia na frase, pois a ironia viria como a Segunda etapa, ou Segunda máscara da análise da mente concreta/astral, e neste caso, a criação é integral da mente abstrata. E Mente abstrata é parte do Eu Superior, desconhecendo, portanto, qualquer antropomorfização de sentimentos básicos, divinos, o que podemos dizer que emanam de vontade, amor-sabedoria e atividade consciente;
c) É uma forma estranha, n sentido de fora de, e neste caso é intencional, pois o fato de a colocarmos fora da possibilidade de análise da mente concreta, significa que a ela damos asas, integral e literalmente;
d) A maravilha do uso da palavra maravilha nesta expressão, é pura teurgia, pois quando olhamos para alguma coisa no invisível, esta alguma coisa olha de volta para nós. E isto está expresso no termo maravilha, que se pode admirar, que se pode ver. Sendo como eu disse o ad, o indicativo de vc Ter que estar frente a frente com o que vc olha(mira). Assim, entender e sentir-se maravilhado por ver a humanidade depois que ela sempre foi feliz, significa estar frente a frente com o futuro ainda não visível desta mesma humanidade, quer dizer, o futuro divino, que deve ser materializado; A magia depende muito mais do entendimento do mago, do que dos instrumentos que ele utilize. 
Há um termo “ spes messis in semine”, a esperança da colheita reside na semente(lema da Eubiose). A frase em questão no momento (que maravilha depois que sempre a humanidade foi ....) é exatamente a prática mágica do “spes messis in semine”, pois cada uma destas emoções superiores, criadas e expressadas nesta forma, vai semear com amor fraterno consciente muito além de onde a visão humana alcança.
É um assunto vasto, e procurei apensa dar algumas direções, para que cada um possa “ad mirar” aquilo que lhe é de direito, lembrando ainda que do mirar, vem o speculum, donde espelho, sendo as formas que identificamos externamente, reflexos daquelas que temos em nós.
Contudo, relembro que iniciação é algo seríssimo, pois tem a ver com a existência não sá da vida em si, mas da própria ação do Eu Superior em sua busca de compreensão do mundo mais denso, então, qualquer conhecimento que seja compartilhado, o deverá ser feito com parcimônia e respeito ao seres humanos que possam vir a lê-los. Esta é a ética do discípulo, do peregrino. Isto é o que permeia qualquer conhecimento que eu tenha e compartilhe. Tudo depende de nossa capacidade de ver: por exemplo, para uma pessoa no equador, o branco é uma única tonalidade, que se esmaece diante das cores do seu mundo. Mas para um esquimó, o branco tem varias tonalidades, pois ele vive em um mundo completamente branco.
Espero ter contribuído,

Fraterno abraço, boa caminhada."

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Entendendo um Pouco Mais Sobre os Relacionamentos

     

     Nesta postagem, coma devida autorização do autor, vai uma resposta de JORGE ANTÔNIO ORO, a respeito do ciúmes e das sensações provocadas num relacionamento amoroso! Simplesmente fabuloso esclarecimento que nos ajuda e muito em nossas reflexões!

  "Sabem porque se usa a expressão " mundo cor de rosa"? É porque rosa é a cor das formas geradas pelos seres humanos em seu astral, quando geram/sentem amor fraterno, amor não passional, amor pela humanidade. Já quando o sentimento é de amor passional, o que é gerado é vermelho rubro, denso e pesado. Um aprisiona, desgasta, e limita. O outro, liberta, alimenta e expande. A atração inicial entre  homem e mulher que  aparentemente se dá pelo instinto, pela atração física, tem em si muitas outras nuances,  sem as quais a própria atração física não existiria. Estas nuances são basicamente ligadas ao karma, pois diz-se que todo homem tem a mulher que precisa e toda mulher tem o homem que precisa (e não popularmente como é dito que toda mulher tem o homem que merece).
Esta própria necessidade karmica (que se expressa fisicamente no ser humano através de suas skandhas, tendências positivas e nidhanas, tendências negativas) significa que o seu entorno astral, tem determinados tipos de formas e seres que, naturalmente, vão se sentir ligados às suas formas complementares, mas complementar no sentido de sublimação, e  não de alimentação). Assim, a outra metade da laranja na verdade é o espremedor de frutas!!! Quer dizer, a mulher ideal é aquela que empurre faça o homem superar-se, que faça com que ele exponha suas fraquezas e segredos, que faça com que suas dores transformem-se em experiência, para que juntos sublimem as próprias razões iniciais que os fizeram unir-se. Da mesma forma, o homem ideal é aquele que faça a mulher exteriorizar aquilo que nem ela sabe que tinha em si mesma, para que ao mesmo tempo em que se resolve, testa a capacidade de compreensão do seu companheiro. Este é um processo puramente alquímico, onde o elemento mais frequente é o fogo, o calor, o atrito, pois é o atrito que transforma o diamante em brilhante. E se o diamante não for bom o suficiente, não for forte o suficiente, ou se o lapidador for fraco, ele se quebra na função. Neste processo, o que de início era o fogo da paixão (que dura o mesmo que qualquer fogo, quer dizer, não importa quanto tempo seja, a garantia é de que jamais será infinito) tende a amainar-se e transformar-se em compreensão e aprendizado, para então depois, transformar-se em amor verdadeiro. Até que isto ocorra, até que o fogo transforme-se de vermelho em rosa brilhante, é só  aprendizado. O amor verdadeiro então, é aquilo que vai resistir e existir, quando nenhum desejo for necessário para dar-lhe suporte, e quando nenhum medo for um limitador para suas expressões. Este será então o amor real, o amor fraterno, onde os elementos gramaticais de posse não mais existirão: minha mulher, meu namorado, minha noiva, etc. Ao retirar-se os elementos de posse, verifica-se uma verdade simples e clara: a outra pessoa é uma pessoa!!! Tem vida própria, direitos próprios, deveres próprios, pode acertar, pode errar, e tem toda uma história (as razões que a levaram a existir) para resolver. Então, com isto, vem o respeito ao ser humano em evolução que, por razões de karma, está caminhando ao seu lado naquele momento! O que faz a outra pessoa parecer ideal, é a projeção que todos os desejos que existem em você, imaginem serem realizados (quer dizer, alimentados) por ela. Assim, quanto maior a quantidade de desejos, de sonhos, de aspirações, criadas com relação a cara metade, maior vai ser a explosividade da paixão gerada, maior vai ser a temperatura do astral (baixo), maior vai ser o sentimento de posse e, obviamente, maior vai ser o medo da perda. O conjunto dos medos que os desejos tem de serem sublimados (isto é, deixarem de existir,  ligando-se a sua origem. Por exemplo, o ódio ao amor, o medo à coragem, etc) chama-se ciúme. Quer dizer, o ciúme é aquela força gerada pelo medo conjunto que os desejos tem de perderem a fonte que os alimenta. Para fortalecerem-se, estes desejos entrelaçam-se e criam situações fictícias de perda, para provocar dor orgânica, alteração no sistema endócrino, como uma estratégia de fortalecimento e expansão de sua rede, alimentados todos, pelo fogo da paixão. Por isto, usa-se os termos "louco de paixão", e também "louco de ciúme".

... segunda parte - Jorge Antonio Oro continuando...

    E a razão de usar-se o termo "verde de ciúme" é que as formas geradas em "ataques de ciúme"(que dizer, aquilo gerado naquela quando a confusão no astral é tão grande que derrama-se enormes quantidades de adrenalina e inibidores no sistema endócrino) são verde-escuro, mescladas de vermelho forte. Verdadeiros elementais infernais, que a tudo e a todos perturbam no astral do seu pai (quer dizer, aquele que os gera e alimenta, aquele que sente ciúme) e no entorno. Quando o astral é muito convulsionado, a razão não interage, e o foco de consciência está  totalmente ativo no astral, no emocional. Assim, depois é simples dizer: " agi sem pensar", "tive uma crise de ciúmes", "quando vi aquilo, fiquei doido.." , etc. Pois é, a consciência que deveria estar focada na mente abstrata, na intuição, para que esta criasse uma lógica  intuitiva, e para que a lógica intuitiva criasse emoções superiores, vê-se jogada no mais  denso do astral, em uma equivalência a experiência da deusa porca, que de tanto chafurdar,  esqueceu-se que era divina. Quanto mais convulsionado é o astral, mais densos são os desejos e paixões, e mais denso  é o alimento que eles, os elementais criados pela própria pessoa, precisam para  alimentarem-se. O que combina com uma grande paixão: tudo de mais denso!! O que combina com um grande ciúme: tudo de mais denso! E após o ciúme (quer dizer, os  elementais entrelaçados agindo para manterem-se vivos) esvaírem a relação de vitalidade,  após tornarem impossível a convivência, termina a relação, e ficam os órfãos, os elementais do medo, desejo, ciúme, etc, a espera de serem alimentados.
   Enquanto não surge um novo "amor", os elementais do ciúme, desejos, etc, alimentam-se  de relembrar tudo o que a outra pessoa fez de "errado", razões da geração dos ciúmes, e no  ato de relembrar, alimentam-se. E quando o relembrar não mais os supre, pois cansam a  pessoa que assim procede, as lembranças transformam-se em raiva (mantendo-os ainda  vivos) e depois a raiva, para não morrer (pois ninguém aguenta sentir raiva a vida inteira),  transforma-se em mágoa. A mágoa é um elemental ou um conjunto de elementais, que mantem-se viva com  pouquíssimas gotas de vitalidade, assim, escondida, pode sobreviver por anos,  estrategicamente alimentando-se de pequenas lembranças. Até que um dia, soa a sirene da paixão, e uma nova pessoa aparece, para um novo  relacionamento! Logicamente, esta paixão vai ser mais intensa, pois é tudo o que já existia  de paixão, mais os medos gerados e alimentados na relação anterior, mais os medos que os  medos tem de morrerem, e mais, obviamente, as novas estrategias do ciume, para se manter.  Se não houver controle por parte da pessoa, ao ter uma relação, só o que vai ganhar  experiência, são seus medos, raivas, mágoas e paixões, atraindo sempre aquele ou aquela  que possam alimenta-los da melhor forma. A mulher então olha para aquele homem e pronto: estabelece-de um relâmpago de olhos  para olhos, e está feita a encrenca. Só que o que os olhos não veem é que todo o  conglomerado astral existente na mulher, viu naquele homem um verdadeiro manancial de  incômodos, que vai alimentar tudo e mais um pouco. E assim, começa uma nova paixão. Depois, depois de ter cedido aos impulsos algumas vezes, vem aquela inocente expressão: "  nossa, eu tenho o dedo estragado para escolher companheiro/a".  As pessoas não tem paixões: são vítimas das paixões! As pessoas não tem ciúmes, criam e alimentam as condições para que exista, e comprazem-se em ter ciúmes, mesmo quando  não há uma aparente razão, partindo então para a criação artificial de condições para que exista.
   UM outro aspecto relevante a comentar sobre as relações é que, cada homem e cada mulher  é um conglomerado existencial, que vai da terra ao Cosmos. Cada homem e cada mulher  tem em si as próprias razões que o levaram a existir e só cada um sabe sua história. Mas, ao estabelecer uma relação com o sexo oposto, não importa se de uma noite ou se de  uma vida inteira, após o contato, o que era um, agora é um mais o outro. E o que era o  outro, agora é o outro mais o um. Quer dizer, tudo o que o homem é fica na mulher, e  vice-versa. Esta é a razão da tradição de gerar filhos de mães e pais virgens, pois neste  caso, seriam filhos só daquele pai e só daquela mãe. E não filhos do histórico de  relacionamentos que os dois tiveram. A vida é simples, o ser humano é que a torna  complexa, mas dentro de si mesmo. Por ultimo, chama-se o outro de contraparte!! Pois é, o termo já indica. de início é contraparte, mas depois deveria ser parte a favor !  Fraterno abraço, boa caminhada e prudentes escolhas."

Por Jorge Antônio Oro, membro da Sociedade Brasileira de Eubiose e querido amigo!