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segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Impacto da Modernidade e Globalização na sociedade



    O capitalismo é um sistema excludente. É um sistema que defende interesses privados, por isso não pode defender aos anseios da coletividade. É a sua natureza primitiva. O grande problema é que não o percebemos em sua essência, mas apenas na sua forma fenomênica, que é intrinsecamente ilusória. O capitalismo no discurso é um, na prática é outro - Liberdade? Livre escolha? Concorrência? Democracia? Made-yourself? Desenvolvimento do ser humano? Tudo isso é uma farsa. A nossa “globalização-moderna” é a representação mais perfeita dos paradigmas do ceticismo científico – é a MATRIX  da “unidade-segregada”.
      Somos todos escravos e nem ao menos nos damos conta disso. Seja no mercado de trabalho, nas relações sociais ou até mesmo dentro da própria família, somos reféns de um modelo de exploração, subjugação, onde prepondera uma evolução Darwiniana da lei do mais forte e de uma falsa meritocracia, pois não temos oportunidades iguais e o pior- nosso modelo econômico é fundado sob as teses malthusianas. Vivemos da exclusão, da exploração, da alienação e estranhamento da força do trabalho, tornar-se um ser pensante e intelectualmente ativo é sempre um risco e tratado muitas vezes como nocivamente diferente. Todavia os teóricos do capitalismo vão dizer que ele fundamenta-se na independência do ser, na livre concorrência e na força de trabalho coletivo. O que é uma mentira, porque se assumirem que o capitalismo se mantém pelo poder individual da força de trabalho, reconhecerão que na verdade são as pessoas que detêm o poder e não a Elite Global, a interação Homem-Meio-Tempo, tem um único objetivo – Lucros! De poucos, num processo de fagocitose contínuo onde cada vez mais  aumenta-se a diferença entre ricos e pobres, basta ver o que tem acontecido com a sociedade norte-americana nos últimos 30 anos e a concentração de renda existente naquela sociedade. Os grandes sempre tendem a crescer e os pequenos a serem “devorados” até sua completa extinção.  Não somos e nunca fomos de fato artífices do nosso próprio destino, mesmo que saibamos que temos muitos exemplos de superação individual, todavia, o sistema não permite e nunca permitirá que todos cresçam e se desenvolvam ao mesmo tempo, pois isso significaria sua auto-destruição, seu colapso, pois que vivemos numa sociedade onde a maioria só deseja ter e ter, assim falta para muitos, se vivêssemos num mundo onde todos desejassem dar e dar, nós teríamos em abundância, e isso não é utopia, temos significativos exemplos de modelos econômicos que demonstram matematicamente isso, como o do brilhante professor John Nash ( Nobel de economia em 1990, filme Uma Mente Brilhante – Ridley Scott, Russel Crowe) e seu filho John Nash Jr. No dizer de George Lúkacs, a humanidade caminha a passos largos ou para uma revolução social ou para a auto-destruição, a escolha é nossa. Usando a fala do próprio  Milton Friedman, um dos baluartes do neoliberalismo, em sua participação no documentário The Coporation –“ eu não acredito em democracia, não existe liberdade e democracia. O que é democracia senão grupos disputando poder e brigando pela extinção dos adversários?! Vamos para uma breve viagem histórica.
      No fim da Idade Média o Estado na Figura do Rei passa a centralizar seu poder através da guerra e da conquista de novas Terras, diminuindo a pressão demográfica que assolava a Europa. Através das Cruzadas inicia-se um maior comércio entre ocidente e oriente, dando início a uma expressiva burguesia nascente. Que se alia a nobreza no fortalecimento desse Estado, culminando com as Grandes Navegações. O capitalismo instaura-se de fato através de sua vertente Mercantilista, e no dizer do próprio Marx, a Idade do Meio trouxe em seu próprio seio, dialeticamente, a semente do novo sistema. Com a modernidade, a Europa parte numa busca frenética de exploração e acumulação primitiva de capitais- ouro e prata, complexifica-se o sistema e surge uma nova divisão internacional do trabalho. Passamos em torno 300 anos e teremos a primeira revolução industrial, a independência norte americana e a revolução francesa, que vão romper com o antigo modelo e vão significar a supressão da nobreza e instalação completa do poder do Estado sob a égide capitalista agora, industrial – corporativista – financeira (surgem as bolsas de valores), no dizer de Eric Hobsbawn é a era das revoluções, e o sistema passa a demandar mercados livres e mais consumidores. Não é a toa que a a coroa inglesa passa a perseguir o tráfico e a França napoleônica faz o mesmo. Os EUA forma  a primeira democracia verdadeiramente liberal e emancipancionista da história, numa Carta de Independência que era fiel as teorias de Lockeanas e que fora assinada por 64 franco-maçons, das 65 assinaturas existentes! Passa-se a usar o excedente populacional das cidades para trabalharem nas indústrias. Mais 100 anos e o capitalismo deixa de fato ser mercantilista para tornar-se totalmente industrial-imperialista. Assim aquela burguesia que unira-se ao Estado para chegar ao poder, passa agora a enfrenta-lo economicamente devido a imensa acumulação de capital, e este mesmo Estado começa  a se tornar insuficiente em suas obrigações como previria Locke, e terceiriza a educação, as obras-de infra-estrutura, a saúde, etc. e temos a deflagração direta dessa “guerra” quando em 1881, as mega-corporações entram, com uma proposta na Suprema Corte Estadunidense aproveitando-se da terceira emenda que foi proposta para defesa da população negra recém liberta ( dizia que ninguém poderia perder suas terras sem um devido processo jurídico, pois que o pequeno proprietário não funcionava apenas como uma pessoa, mas como uma empresa) sendo assim, disseram eles, os proprietários dessas corporações não poderiam ser responsabilizados diretamente por quaisquer irregularidades cometidas por suas companhias. Os ícones desse período áureo das corporações podem ser exemplificados com J.P. Morgan, Amschel Rothchild e a Família Rockfeller. A suprema corte aceita a argumentação, a arte-manha e cria-se a partir daí o conceito de pessoa jurídica – as corporações poderiam agora usar e abusar da lei porque poderiam se defender amplamente. Ficou  ruim?! Sim, mas sempre dá pra piorar. Em 1914 sob a presidência de Wodrow Wilson, o golpe de misericórdia da Elite Global - o então Banco Central Americano por uma emenda no congresso perde seu vínculo ao governo e passa a ser “independente”, ou seja, apesar da nomeação do dirigente máximo da entidade ser feita pelo presidente da república, passa a não prestar mais contas ao governo e atende diretamente aos interesses irrestritos de Wall Street – pela primeira vez na história humana um banco de caráter particular detinha toda a riqueza de uma nação, nação esta que estava prestes a virar  a maior potência militar e econômica que a humanidade teve o desprazer de conhecer! E porquê? Como muito bem mostra V.G. Kiernan em seu estupendo livro – Os Estados Unidos e o Novo Imperialismo, desde meados do século XIX que a política externa americana se determina e se pauta no expansionismo e na guerra, sejam republicanos ou democratas, é uma política de expansão, conquista e de segurança nacional. Aliado aos interesses do mercado financeiro, o Governo com campanha política e doações generosas de Wall Street, vão estimular e provocar as duas mais sangrentas guerras vivenciada pelo homo sapiens sapiens. A nível de curiosidade, os NAZI são financiados amplamente pela IBM e Por Sir Prescott Bush, pai de George Walker Bush, o “estabilishment”, inclusive vai eleger Hitler o “Homem do Ano”, sendo capa da revista TIME em 1934. Nessa transição do século XIX para o XX, Inglaterra, França, Alemanha e Itália vão fazer o mesmo, seguir o mesmo paradigma, e o “Lasseiz-faire, lasseiz-passes”, são amplamente empregados pelos citados governos, até a primeira crise estrutural do capitalismo, em outubro de 1929.
     Com o término da segunda grande guerra, o mundo muda - inicia-se a guerra fria, surge Israel(sionista), surge a ONU, e os famigerados Banco Mundial, Banco Asiático, FMI e o BID. Com isso, os países pobres passam a ser literalmente escravizados, tanto politicamente como economicamente, pois são a “única” saída para sua pobreza e lhes é dado “generosamente” homéricos empréstimos, com intuito de lhes determinar seu futura e suas atribuições na divisão internacional do trabalho moderna. Claro que o discurso não era esse, mas sim o de cooperação, inclusão e globalização. Até os anos 70 o capitalismo conhece seu maior ápice de todos os tempo- cambio flutuante, supressão do padrão-ouro, estabelecimento do capital volátil, expansão das economias, o sucesso do Estado de Bem-estar Social na Europa, o desenvolvimento em massa do Ocidente, até a China de Mão Tse Tung se rende a economia de mercado, o homem conquista o espaço sideral, sonha com a ciência fazendo o ser feliz, matam pela segunda vez á Deus (  a primeira foi com o cientificismo do século XVIII). Vem a crise do petróleo e o capitalismo é obrigado a se reinventar – enterra-se de vez o Fordismo e emprega-se amplamente o Toyotismo. Estabelece-se de vez a maior indústria da história do homem – a bélica, que juntamente com o maior lobby do mundo impregna o mercado de ações, e seus expoentes mais expressivos são as guerras do Vietnã e do Afeganistão- nas figuras do secretário de estado americano Henry Kissinger, George Bush( pai- diretor da CIA), e os presidentes Richard Nixon, Jimie Carter, Ronald Reagan e finalizando nas presidência da família Bush e sua famigerada Nova Ordem Mundial, o mundo passa a ser de fato como o conhecemos hoje. Mas o discurso é lindo – é o da independência individual, da potencialização do trabalhador, da educação dos pobres e das fundações das ONG’s. em 1990 no congresso mundial de educação ocorrido em Dakar é fincaiado exclusivamente pelo Banco Mundial, que passa a financiar também a FAO e ONG’s de defesa de meio ambiente. O Banco Mundial passa a financiar pesquisas acadêmicas e a financiar novas teorias pedagógicas e psicológicas, para incrementar na população mundial as idéias de vitória do capitalismo e de desenvolvimento pessoal, dando a falsa impressão de liberdade e felicidade. Claro que não podemos deixar de destacar a surgimento da Escola De Chicago e seu Neoliberalismo, nas figuras-mor de Margareth Tatcher e Helmut Kuhn na Alemanha, e claro, Salinas no México, Menén na Argentina, Collor e FHC no Brasil e outros.a defesa do estado Mínimo e a “famosa Cartilha do FMI”, que destruiu a soberania nacional dos países emergentes, impondo-lhes severas condições e determinando como ser feitos seus investimentos internos. É claro que essa conta tem sido paga até a nossa atualidade, as guerras não diminuíram, pelo contrário, a ONU cada vez mais ganha força de Polícia Mundial, o “estabilishment” mente e engana descaradamente para pretextos de fazer a guerra, como as duas guerras do Iraque e do Afeganistão, o lobby das armas não é apenas mais lobby, junto com o petróleo passaram a integrar oficialmente o governo, como Dick Cheney e Condoleessa Ricey. Políticos de todo o mundo reúnem-se uma vez por ano para deliberarem seja lá o que for, como as reuniões anuais do CFR ( Council Foreign Relations), Bilderberger’s, com membros tais como Barack Obama, os Clinton, os Bush, Tony Blair, Gordon Brown, Gerard Shoereder, etc, passando por cima das próprias constituições nacionais, como a americana, que prevê que qualquer de seus governadores só podem reunir-se no estrangeiro sob determinação do presidente, e o presidente em exercício do mandato não pode compor nenhum quadro político mundial sem autorização da Suprema Corte e da População. A modernidade atual tem gerado além de mais guerras, mais pobrezas, vide o que tem acontecido na maior economia do mundo nos últimos 30 anos, onde a concentração de renda só aumenta e o número de pobres também. O sonho americano??? Tem virado cada vez mais utopia, o homem, como nunca, se torna refém da mais valia e da especialização do mercado, o desemprego é estrutural e conjuntural, a educação não liberta intelectualmente e ser um ser pensante é sempre um risco, o Estado decretou falência e temos visto cada vez mais tentativas de privatizações dos serviços básicos, mesmo na Europa. Temos uma crise social sem precedentes, o aumento da xenofobia nos países ricos?? E a globalização? Bem, esta há muito tempo vem acontecendo, não é invenção do mundo contemporâneo, todavia, se por um lado caem as fronteiras físicas e barreiras comerciais, por outro lado se aumenta o preconceito e como diria Einstein, “ é mais fácil explodir um átomo do que um preconceito”. O mundo hoje, encontra-se sem dúvidas nenhuma, muito mais interligado, é bem menor, mais rápido. Isso é bom? Sem dúvida, a questão é que estamos construindo um Castelo sobre terreno de areia, é um processo de tempo para ruir tudo. Não fomentamos uma base sólida e verdadeiramente justa. Não pode existir justiça social onde ainda há fome, corrupção, crimes hediondos de guerra e isso não é utopia, são modelos econômicos criados por várias mentes ao longo dessas décadas, como o já citado John Nash,  que defende um modelo de verdadeira cooperação e emancipação humana e é mais um a mostrar que o capitalismo da forma que se encontra, entrará em colapso.
       Com o Filme Farenheit- 11 de Setembro, do brilhante Michael Moore, vemos claramente muito do que aqui apresentamos. A Elite Global faz a guerra para fins de controle populacional, para manutenção de determinados povos na pobreza, para acumulação de lucros através da venda de armas e para controle social dentro do próprio país. Hoje sabe-se que o ataque à Pearl Harbor era conhecido pela inteligência naval americana e pelo próprio presidente, mas não foi feito nada, pois os EUA queriam entrar em guerra mas deveriam ter o apoio da população, assim como o Vietnam, nunca houve nenhum porta aviões atacados pelos norte vietnamitas que nem caças possuíam, tinham a sombra do Comunismo ateu e “comedor de criancinhas”, o que feriam frontalmente a ética protestante-capitalista norte americana, fazendo o povo viver sob constante medo, como não há mais guerra fria, criou-se um novo inimigo – o terrorismo. A Burguesia controla as pessoas, engana-se quem pensa ingenuamente que dinheiro é poder -  informação e contra-informação é poder, quem tem a informação não só ganha dinheiro como controla quem tem dinheiro. Esse é o grande papel desempenhado por órgãos como o Mossad, o MI-6 e MI-8, a CIA e a NSA. Nós, povo ignorantes somos controlados e  manipulados de acordo com o interesse de quem está no topo dessa pirâmide. Lembra do que dissemos a respeito que nunca enxergamos a essência capitalista? Os discursos são feitos para nos fazer acreditar no que Eles querem e não naquilo que precisaríamos. Não podemos pensar por nós mesmos pelo simples fato que não temos acesso a tudo, pelo contrário, só acessamos uma pequena parte. Conspiração??? Talvez, mas vejamos o que disse o presidente Kennedy em seu último discurso antes de morrer para o povo americano: “senhoras e senhores a palavra secreto é repugnante em uma sociedade livre, e somos um povo intrínseca e historicamente aversos as sociedades secretas, e a juramentos secretos e atos secretos, dicidimos lá atrás que era demasiadamente arriscado ocultar excessivos e injustificáveis atos...existe um perigo muito grave em anunciar a necessidade de aumentar a segurança que será aproveitada por aqueles que estão ansiosos para aumentar seu significado chegando aos limites da censura e do encobrimento e eu farei de tudo o que estiver ao meu alcance para impedi-los....existe uma conspiração monolítica ao redor do mundo da qual nos opomos, que contam com meios secretos de converter-nos a sua causa...que usam a infiltração ao invés da invasão, da subversão ao invés da eleição, intimidação ao invés da livre escolha, guerrilhas noturnas ao invés de exércitos de dia...sem debate nenhuma administração de nenhum país pode triunfar e nenhuma república sobreviver...”. Para esse trabalho sujo não só no Afeganistão como em outras guerras ocorreu uma verdadeira caça a jovens sem perspectivas nos estados miseráveis para o recrutamento no exército com o discurso falsário de patriotismo e ascensão social, já que muitos deles não possuem condição monetária para freqüentar uma faculdade. A humanização no mundo Moderno vai virando lendária, o ser humano ao seu lado não passa de um mero concorrente  ou inimigo como coloca muito bem o documentário. O conhecimento antes anunciado como libertário, virou inofensivo.  Essa é a grande arma dessa elite mundial , fabrica as melhores parafernalhas tecnológicas para propagar o comodismo mundial. Para que sair da minha casa multi-equipada para lutar por um mundo melhor? Novamente a MATRIX , ou como dizem os antigos O Mundo de Maya , mundo da ilusão. Ainda acredito que o conhecimento é libertário, e que precisamos quebrar esse paradigma, mas precisamos atentar que o conhecimento mecanizou o homem o fez perder a idéia do todo, da coletividade ,  não só de nós seres humanos, mas de todo planeta que hoje é visto como insumo e nada mais que isso.