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quarta-feira, 12 de março de 2014

Âncoras Cósmicas - Parte II



                                                   
Continuando nossa conversa vou colocar alguns rudimentos de reflexões, para descobrirmos: Em qual mundo você vive?

Historicamente, diz-se que a Esfinge fazia três perguntas aos viajantes, devorando-os caso não respondessem: Quem és? De onde vens? Para onde vais?

Hoje, estas três perguntas são outras e não saber as respostas implica também no cumprir o que diz a esfinge; “decifra-me ou te devoro”.
Mas, mais inquietante que precisar saber as respostas é saber quem faz as perguntas: e neste caso, é a pessoa que pergunta a si mesma. Ela é a própria esfinge (humana) e quando não se decifra (ou compreende) devora a si mesma no dia-a-dia.

Considerações gerais:

a)      Há mistérios no Universo, na vida? Óbvio que sim! Mas como desejar saber sobre mistérios, quando não se sabe nem sobre sua própria vida.

b)      Antes de ver o Universo, o ser humano deverá ter aprendido a ver a si mesmo.

c)      Antes de comandar as forças cósmicas e antes de comandar as forças e criaturas da natureza, deve comandar as forças e criaturas que em si existem, pois são as mesmas.

d)      O ser humano deve entender que, o que faz com que ele se sinta separado do Universo(e de todos os outros seres) é só o fato de ter um nome próprio, e de ter aprendido a dizer: EU!

e)      Mas a individualidade, o Ahankara, tem por função unir o humano ao Universo, não separá-los.

Antes de seguirmos, algo que me ocorre: O Universo é infinito? Não, pois infinito é o Imanifestado.
Mas, uma vez que o Imanifestado toma forma (de um ou vários Universos) ele limita-se na forma, portanto, é conceitualmente finito, mesmo que não se conceba seus limites.
É então, um infinito finito.  Ou seja, o Universo manifestado é infinito para a mente concreta (que não o abarca) e é finito para a mente abstrata(pois esta se funde Nele).

O mundo astral e o mundo mental:

a)      Para definirmos em qual mundo o ser humano se encontra, vamos tomar por base a alma humana, formada pelo astral (emoções) e mental concreto(conhecimento), ambos entrelaçados.
b)      Quando dizemos astral e mental concreto, não nos referimos ao mundo astral(com seus planos, subplanos e existências) como um todo, nem ao mundo mental(com seus planos, subplanos e existências) como um todo, mas sim, aquela porção destes mundos que fazem parte daquela individualidade existencial, a qual chamamos ser humano;

c)      O astral do ser humano é separado do plano, assim como o mental, naquilo que chamamos ovo áurico, como se fosse os muros de um castelo, com sua ponte levadiça, permitindo a entrada somente de quem autorizado pelo seu senhor;

d)      Uma importante ressalva: assim como nos castelos, esta porta só abre pelo lado de dentro;

e)      O que o ser humano tiver em si(emoções e conhecimento) é que moldará e dará as tonalidades, determinará a velocidade e a agitação do que exista dentro do seu castelo, sua alma;

f)        Não importa com quais cores a parede externa seja pintada, nem a altura do muro. Isto só oculta, mas não muda o que acontece dentro dos muros. E quanto maior a agitação e ruído dentro dos muros, mais isto incomoda os que estão fora, os outros castelos. Desta forma, o que cada um tenha em si, serve como agente pacificador ou agitador do ambiente externo, mesmo sem o perceber;

g)      Cada conhecimento, cada emoção habita uma região dentro do seu plano e subplano, na medida de sua densidade. É como se cada um habitasse seu mundo especídico, indo da emoção mais densa até o conhecimento mais excelso;

h)      Quanto mais elevado é o ser(astral ou mental), mais disperso estará no plano correspondente. Seria, por exemplo, a diferença entre um amor passional por uma pessoa, e um amor fraternal por todos os seres. A emoção, cumpre o objetivo para o qual foi concebida, se alimenta quando acontece, e fará de tudo (pode-se dizer, instintivamente) para manter-se viva, individualmente ou entrelaçada com seus símiles;

i)        Mas tudo o que existe no astral e no mental, ligados a humanidade, estão como se fossem fixos, em seu lugar, pois ali é o único mundo onde conseguem viver vibracionalmente, entre seus pares;

j)        Um aspecto relevante para esta conversa que estamos tendo, é o fato de que o conceito de distância só existe no mundo físico. No astral, a medida equivalente é o tempo(pode-se dizer que para a mente concreta também, pois no atual momento evolucional humano estão tão entrelaçados que é difícil considerá-los de forma independente). Já da mente abstrata para “cima” o que deve existir como padrão e a permeabilidade e a instantaneidade, superiores divinos do espaço e do tempo;



O que existe no ser humano

a)      Vamos falar novamente da voz Prâmanâ: fazer Prâmanâ de alguma coisa, é vibrar acima e abaixo, na mesma altura em que está aquela coisa. Quer dizer, quando aprendemos algo, obrigatoriamente temos que ir até a altura, ou ir até o lugar onde está este algo, para que, vibrando no mesmo local, seja construído dentro de cada um, um reflexo, um símile;
b)      Este reflexo da coisa em si, da emoção em si, existirá no ser humano, e estará ligado a sua origem. E esta ligação não é so forma de falar, é ligação real, vibracional, de identidade. Assim, para que uma pessoa saiba a respeito do sol, nela deverá haver um símile do sol, uma imagem, que servirá de base para o que ela sabe (ou pensa saber) a respeito, e esta imagem está, em maior ou menor escala, ligada a própria imagem do sol;
c)      Então, o que existe no ser humano é o conjunto de todos aqueles pontos do astral/mental com os quais esteja ligado. O que é então o ser humano? Ele é o conjunto dos locais os quais ele tenha reflexo em si. Onde está o ser humano: o corpo físico está na Terra, e sua alma está dispersa por todos os locais do astral e mental, onde existam as origens dos reflexos que cada um criou;


As Âncoras

d)      Assim, vamos retomar os comentários da Parte I desta conversa, sobre o caminho que os seres humanos percorrem através do universo, a cada Truti, a cada segundo. Também vamos relembrar que a humanidade, deslocando-se pelo Universo perpassa a matéria. Então, o ser humano anda pelo universo estabelecendo liames com os mais distantes, com os mais “elevados”, com os mais “baixos”, com os mais densos e com os mais abstratos pontos do mundo astral e mental;
e)      Agora imaginem (ou vejam!) que cada liame, cada ligação (quer dizer, cada pensamento, cada emoção) assenta-se no plano cósmico, tendo 3 ligações:
  • Em uma ponta está a coisa em si (a emoção, ou o conhecimento sentido ou aprendido);
  • Na outra ponta está o registro de em qual ponto do universo isto aconteceu(quer dizer, em qual conjunto de trutis, como se fossem coordenadas universais x, y, z);
  • E na outra ponta está a cópia (a imagem, o reflexo) da coisa em si, gerada dentro do ser humano!!!

f)        O correto seria considerar um sistema, um plano, onde existisse, norte, sul, leste,oeste, zenit e nadir, o que representariam bem o plano celeste físico. Mas, com as devidas limitações desta imagem mental (x,y,z) uma vez que vai ser elaborada pela mente concreta em cada um), pode-se ter uma idéia do que precisamos compreender neste momento;
g)      Então, uma emoção que exista em uma pessoa:
  • Está ligada a origem daquela emoção(quer dizer, em qual ponto do astral ela se encontra);
  • Está também ancorada no momento (ou posição) cósmica onde ela aconteceu (foi sentida).
Assim, é como se a pessoa se deslocasse pelo universo, tendo em si um fio, um liame, que liga a sua alma a um ponto “fixo” no universo (quer dizer, o Truti onde aconteceu a ligação) e a um ponto fixo no astral (que é a fonte daquela emoção, quer dizer, o tipo de emoção).
h)      Imaginem então, para cada pessoa, as milhares e milhares de ligações, com os mais estranhos e inóspitos locais do astral. E também imaginem as milhares e mihares de âncoras que esta pessoa veio lançando pelo caminho que percorreu no universo;
i)        Com relação a estas âncoras (quer dizer, os pontos exatos onde as emoções foram sentidas/criadas), ANK vem do grego e quer dizer curva. Quanto mais antiga é uma âncora, quanto mais longa (em termos de tempo, Truti), mais calcificada ela fica, e mais arraigada fica a emoção;
j)        Cabe ressaltar que quanto mais densa é a emoção, mais densa é a âncora, e maior é o impacto de resfriamento (ou desaceleração) no lugar onde está lançada. Assim, um ser humano cheio de emoções densas, caminha pelo universo carregando e alimentando tudo o que em si tenha. Mas esta caminhada, como é óbvio, é mais lenta quanto maior for a quantidade de âncoras densas lançadas;
k)      Vamos criar um exemplo: alguém ficou com raiva de outro alguém, há 30 anos atrás. Naquele momento, ligou-se ao ponto do mundo astral onde existe a raiva como conglomerado (quer dizer, a soma de todas as raivas). Criou uma cópia do que é raiva em si mesmo, em sua alma. Ancorou esta raiva em uma data (quer dizer, em um ponto do universo). E tem mais uma coisa, a qual ainda não comentamos: a pessoa pega tudo isto e ainda liga a imagem daquela pessoa que é a causadora da raiva. A pessoa então, ligada a este sistemas de forças, a tudo alimenta (vitalidade extraída do seu baço), e vai se deslocando. Na medida em que o tempo passa(quer dizer, em que aumenta a distância de onde ela está hoje para aquele ponto onde esta raiva específica está ancorada) o caminho vai ficando mais tênue, mas ainda existem e, como artifício para sobreviverem, transformam-se de raiva em mágoa, criando novos liames entre si, ligando todas as mágoas de uma pessoa com as mágoas de outra, com todas as âncoras que ambas deixaram em seu rastro pelo universo, e com todos os pontos no astral, onde existam razões(emoção, acontecimentos) que possam despertar raiva ou mágoa!;
l)        Pronto, isto multiplicado por milhares, faz com que a pessoa se desloque como se fosse um carro de recém-casados, arrastando milhares de latas, todas entrelaçadas entre si, e fazendo barulho o suficiente para acordar o astral por onde passam;
m)    Parece que ficou complicada a situação, não é mesmo? Mas tem mais, imaginem que o movimento no universo é em elipticas, espirais. Assim, quanto mais ciclos, mais os liames, mais os fios enroscam-se entre si, fazendo verdadeiras cordas de prender navios, e quanto maior a corda, mais preso é o navio ao cais e às âncoras.

Perguntas com respostas sem voz:

  • Será que vc não está andando pelo universo como um vândalo, arrastando milhares de “latas” e servindo como elo de ligação entre locais do astral que não se poderiam comunicar a não ser existindo dentro de vc mesmo?
  • Será que não é isto que faz a vida ficar pesada?
  • Será que não é isto que turva a visão?
  • Será que não é isto que faz com que o futuro 9que já é realidade) seja imperceptível?
  • Será que este processo não tem um sinônimo humano: morte! Uma vez que o custo de manutenção de todas estas ligações é a vitalidade?
  • Não seria mais simples viver o hoje, o agora?
  • Não seria uma vida divina se usando a vontade e o amor-sabedoria, cada um destes liames densos fosse cortado, como amarras que, uma vez soltas, libertam o navio?
  • Não seria mais simples ter só memórias felizes, deixando de alimentar aquelas que deveriam ser sublimadas?
  • Não seria mais lícito deixar que aqueles locais do universo que vc mantém congelados em vc mesmo, respirasse o sol que a tudo e a todos ilumina?
  • Não seria mais justo libertar-se e a todos libertar?
  • Não seria mais divertido, uma vez que todos estes liames fossem cortados, experenciar o que é viver cosmicamente, em desabalada carreira, acompanhando a velocidade do próprio universo?
 São perguntas que cabe a cada um responder.
 Mas com relação as perguntas que motivaram esta conversa:

a)      Então em qual mundo vc está hoje: seu corpo físico está aqui, agora, acompanhando o movimento do planeta através do universo, andando em desabalada carreira, já vivendo o futuro. Mas onde anda sua alma: será que não está ancorada nos locais mais estranhos do astral e espalhada pelo universo que vc já passou? Só vc sabe em qual mundo está

b)      E quem é vc? O correto seria perguntar : o que é vc? E vc é o somatório daquilo que em vc existe, sendo ou um inferno ou um céu deslocando-se através do universo, em uma velocidade definida por suas próprias escolhas. Mas, a resposta só vc que sabe!


Quanto mais complexo é o astral, quanto maior a quantidade de liames, mais estreito é o espaço para “caminhar”, para viver, e mais sufocado ou pesado o ar que se respira.
Estreito e sufocado, derivam de Ángo, ... Ángere, donde vem o Angustiae, a angústia. As angustias e inquietações da vida são então derivadas dos estreitos caminhos que cada um, de livre vontade,  percorre dentro de sua própria alma, e daquilo que arrastamos conosco nesta caminhada.

Cito Henrique José de Souza(1): “ Cada um constrói o seu próprio mundo, para que o Meu (o real) permaneça ignorado”
 Convido-os a desacelerar, parar, analisar, e cortar todos os liames indesejados que os prendem ao tempo passado e ao espaço passado.
A base para este libertar, para soltar as amarras, para levantar as âncoras é o uso do amor-sabedoria, e a derivada disto, é a alegria de poder andar livre pelo Universo, lembrando que Alácrita, Alacritátis, vem da raiz Ala, Alae, que quer significa asas, aquele que tem asas nos pés.

Talvez as asas em cada um já existam, e não funcionam só pq estão emaranhadas. Além disto, asas fechadas além de não servirem para voar, ainda atrapalham a caminhada.

Que vocês possam voar para os mais excelso locais onde a alma humana pode chegar, libertos. O Sol sempre e brilha acima das nuvens, mesmo em dias de chuva.

Do ilusório conduz-me ao real, das trevas a luz, da morte a imortalidade.

 Fraterno abraço, fiquem bem, fiquem em paz!

 Jorge Antonio Oro

Credito da imagem: Dan Dixon (youtube).

 (1)Henrique José de Souza, chamado de “o Professor”, foi o fundador da Sociedade Brasileira de Eubiose.

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